Nimona – Noelle Stevenson

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E aí, galera? Hoje vamos conversar um pouco sobre um quadrinho (aliás, tenho lido bastante quadrinhos ultimamente e acho que vale um post só sobre esse assunto)! O Nimona, da ilustradora e roteirista Noelle Stevenson. A Intrínseca me enviou este livro como parte da nossa parceria e eu não podia ter amado mais ❤

O quadrinho está no auge do hype, todo mundo falando dele por aí. Nessa história conhecemos Nimona, uma menina adolescente que decide que vai se tornar comparsa de um vilão. Ela decide e já chega no covil de Lorde Ballister Coração-Negro se anunciando como tal. Mas só após revelar que é uma metamorfa, Nimona consegue a vaga que era seu sonho. Nimona logo percebe que seu vilão favorito, na verdade não é tão mau quanto ela pensava (e esperava) que fosse.

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Com ajuda de Nimona, o vilão descobre que a organização que cuida da cidade, aparentemente possui planos um tanto quanto suspeitos. Coração-Negro tem como seu principal rival o herói Sir Ambrosius Ouropelvis, que trabalha para esta organização e que no passado já foi colega de treinamento de Sir Ballister.

A HQ possui uma ambientação muito interessante, já que parece se passar numa mistura de futuro, cheio de armas tecnológicas e laboratórios avançados, e período medieval, com cavaleiros de armadura.

Nimona é uma personagem complexa e fora dos padrões (gordinha, de cabelos coloridos e raspados em alguns pontos), ela é doce e também muito cruel. E, por mais estranho que isso possa parecer, é impossível não amar!

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Os traços da Noelle são lindos e  o quadrinho é visualmente muito bonito e muito rápido de ler, mesmo sendo “gordinho”. Cheio de humor, o livro não deixa de abordar assuntos importantes como a manipulação das informações, o controle do estado sobre as pessoas e a reflexão sobre como nos deixamos levar pelo sentimento de que existe um inimigo em uma única pessoa, como isso é usado pra mascarar que os problemas na verdade são estruturais.

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As fotos desse post foram tiradas pela minha colega de turma, fotógrafa e também blogueira Chris Oliveira. Mal terminei de ler e já emprestei para a Chris, antes mesmo de conseguir fotografar o livro, aí ela me fez esse favor <3. A Chris tem um blog de literatura e de Letras, o Letras Extraordinárias. Quem tem curiosidade pra saber mais do curso de Letras e de cursar faculdade EAD, vai lá que ela fala de tudo no blog dela.

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Auggie & Eu – R. J. Palacio + Sorteio

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Nos idos novembro de 2013 eu fiz aqui uma resenha de Extraordinário, um livro tocante e muito fofo (sério, se você ainda não leu, qual a sua desculpa? Corre e vai ler esse livro gracinha!). Quando soube que a autora estava lançando contos no universo de Auggie, me interessei de cara e acabei lendo Plutão assim que foi lançado, a convite da Intrínseca, que me enviou o código de download do ebook.

Quando lançaram o livro, que reunia os três contos, a editora me enviou e eu fiquei bastante feliz! Mas acabei recebendo duas cópias, e uma delas vocês é que vão ganhar! Para participar, basta seguir a página do Facebook do blog (essa aqui) e comentar neste post alguma coisa sobre a resenha (não vale falar só do sorteio, hein!), não esquecendo de colocar seu email de contato. O sorteio só está disponível para quem tem endereço de entrega no Brasil. O resultado será divulgado pela página do blog no dia 16 de janeiro e o vencedor terá três dias para responder meu email, antes que um novo sorteio seja realizado.

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Voltando ao livro, ele é um compilado de três contos: O Capítulo de Julian, Plutão e Shingaling.  Cada um deles é contado pelo ponto de vista de um personagem: Julian, Christopher e Charlotte.

O Capítulo de Julian

Se leu Extraordinário, você deve se lembrar de Julian. Ele foi o maior causador dos problemas sociais que Auggie teve que lidar ao entrar na Beecher Prep. No entanto, durante a narrativa, podemos perceber os motivos que o levaram a ser cruel durante o decorrer do enredo do livro principal.

Antes da leitura do conto, na introdução do livro, a autora nos explica que, enquanto escrevia Extraordinário, sabia que Julian tinha uma história para contar, mas que também sabia que sua história de bullying, ou o que o levara a agir daquela forma, tinha pouca importância para Auggie e não modificaria aquela narrativa, portanto, não poderia fazer parte do livro. Auggie teria que ser o personagem principal de sua própria história! Sendo assim, com o desejo de expôr aos seus leitores os sentimentos de seus personagens, ela decidiu escrever mais este livro, nesse compilado de contos que mostram diferentes pontos de vista da história. O Capitulo de Julian nos permite conhecer um pouco mais sobre a personalidade desse personagem que é pouco aprofundado em Extraordinário.

Aqui, podemos entender que ninguém é só bom ou só ruim. Não existem pessoas que sejam dessa forma. Somos complexos e, portanto, é parte dessa complexidade agir com bondade ou com maldade em diferentes situações.

Plutão

No segundo conto, Plutão, leremos sobre Christopher, o amigo mais antigo de Auggie, que se mudou para outro bairro muito tempo antes dos acontecimentos de Extraordinário. Nele conheceremos Auggie antes da Beecher Prep. Christopher, em sua narração, nos mostra como foi ser amigo de Auggie em seus primeiros anos de vida. Ele esteve junto durante as primeiras dificuldades do garoto, como suas primeiras cirurgias para correção de seu problema facial, o sumiço gradativo dos seus amigos, entre outros fatos tristes que circundam a vida de August.

Agora mais velho, Christopher encara o que ele considera problemas por ser amigo de Auggie: os olhares, a reação constrangida de outras pessoas, a ignorância e falta de educação de outros, etc. Torna-se tentador se afastar quando se torna mais difícil sustentar a amizade dos dois.

Shingaling

Shingaling é a terceira e última história de Auggie & Eu. Neste conto, conheceremos mais Charlotte, uma menina que sempre foi considerada altruísta. Charlotte fez parte do grupo de boas vindas ao August Pullman à Beecher Prep, junto com Julian e Jack. Mesmo mantendo-se à distância dele, a mesma nunca o maltratou. Mesmo tendo medo e ao mesmo tempo admiração do velho senhor cego que tocava acordeão por onde ela passava todos os dias, não deixava de depositar no estojo dele um dólar sempre que o via. Charlotte se enxerga como uma  menina realmente aplicada, excepcionalmente boa.

Entretanto, havia em seu interior um de desejo para estar entre a turma dos populares. Após passar na audição para apresentação de dança da Sra. Atanabi, Charlotte se vê frente à frente com Ximena, uma menina nova na escola, mas que já faz parte do grupo das populares (e Summer, uma amiga de Auggie, que é querida em toda a escola, que também passou no mesmo teste), e as três começam, aos poucos, a criar um laço nos ensaios. Acompanhamos o crescimento de uma amizade entre as três, que permanece em segredo, já que pertencem a grupos diferentes na escola.

No decorrer da narrativa, que Ximena, que já fez alguns comentários preconceituosos acerca de August, após conversar com suas amigas, percebe o quão tola estava sendo, conseguindo assim evoluir e se tornar uma pessoa, no mínimo, razoável. Simplesmente uma reviravolta inimaginável. Charlotte cresce ao longo do conto para perceber que ela não é tão perfeita assim, que também é um tanto hipócrita em alguns momentos e isso é bem legal de perceber.

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Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

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Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos.
Conheci a Chimamanda por conta de seu famoso vídeo do TED (que consta no fim deste post) em que ela fala sobre o perigo da história única, sobre mostrar apenas um lado da história. O segundo contato com a autora também foi em vídeo, assistindo seu outro discurso no TED, chamado Sejamos todos feministas (que foi transcrito e transformado neste livro que aqui resenho e que também está no fim deste post). Assim que assisti ao discurso, pirei. Em meia hora de palestra ela conseguiu resumir o feminismo de um jeito simples, fácil de ser entendido até mesmo pelos homens, que não sofrem a opressão.

 

Chimamanda trata do assunto com a propriedade de uma mulher que sofreu opressão de diversos modos (imagina só: mulher, negra, nigeriana e imigrante nos Estados Unidos…) e de quem se descobriu feminista aos poucos, ao perceber que suas ideias concordavam com as do movimento.

Algumas pessoas me perguntam: “Por que usar a palavra ‘feminista’? Por que não dizer que você acredita nos direitos humanos, ou algo parecido?” Porque seria desonesto. O feminismo faz, obviamente, parte dos direitos humanos de uma forma geral – mas escolher uma expressão vaga como direitos humanos” é negar a especificidade e particularidade do problema de gênero. Seria uma maneira de fingir que as mulheres não foram excluídas ao longo dos séculos. Seria negar que a questão de gênero tem como alvo as mulheres. Que o problema não é o ser humano, mas especificamente um ser humano do sexo feminino. Por séculos, os seres humanos eram dividido em dois grupos, um dos quais excluía e oprimia o outro. É no mínimo justo que a solução para esse problema esteja no reconhecimento desse fato.
Alguns homens se sentem ameaçados pela ideia de feminismo. Acredito que essa ameaça tenha origem na insegurança que eles sentem. Como foram criados de um determinado modo, quando não estiverem “naturalmente” dominando, como homens, a situação, sentirão a autoestima diminuída.

Contando casos que ocorreram com ela, pessoalmente, ou com mulheres próximas a ela, a autora vai exemplificando e destrinchando a opressão e nos mostrando como a repetição do machismo em nossas vidas é tamanha que acaba por normatizar o que não deveria ser considerado normal. Não é normal que homens e mulheres em posições iguais, com formações iguais, tenham salários diferentes. Não é normal que a vítima do estupro seja culpabilizada porque “usava uma roupa provocante”. Não é normal que certas profissões sejam de homens (as que pagam mais, invariavelmente) e outras de mulheres (as consideradas menos importantes). Não é normal e enxergar e reconhecer isso é o primeiro passo para mudar.

Recomendo fortemente tanto o vídeo como o livro (o conteúdo é o mesmo) para todos, independente de gênero. Venham, assistam e leiam. Aprendam um pouco sobre feminismo e sobre como o feminismo não diz respeito a “ódio aos homens”, não diz respeito aos homens at all. Feminismo é sobre igualdade de gênero. É sobre direitos da mulher.

Ensinamos nossas garotas a se diminuir, se tornar menores. Dizemos para as garotas: ‘Você pode ter ambição, mas não muito. Você pode querer ser bem sucedida, mas não muito, pois do contrário, você vai amedrontar os homens.
Já estou louca pra ler todos os livros publicados da autora e conhecer melhor o trabalho dessa nigeriana maravilhosa!

Chimamanda Ngozi Adichie

Sejamos Todos Feministas

(Não se esqueça de ativar as legendas!)

O Perigo da Única História

Gostou? Compre o livro na Amazon pelo nosso link e ajude o blog a continuar! ~> Sejamos Todos Feministas

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Beijos ♥

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Livro: Titia Terrível, David Walliams

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Sim! Mais um livro infantil e mais um do David Walliams! Eu simplesmente adoro os livros do autor. Já tem resenha de outros dois aqui (aqui e aqui) e sempre que vejo que tem lançamento da Intrínseca eu peço pela parceria porque sei que com certeza vou me divertir!

Stella Saxby é uma menina de doze anos que é a única herdeira de uma grande mansão colonial, a mansão Saxby. Stella acorda um dia sem poder se mover. A única pessoa por perto é sua tia malvada, Alberta. Coisas terríveis aconteceram enquanto Stella estava desacordada e desvendar os mistérios em torno do acidente que a colocaram de cama será a missão da pequena Stella.

A história tem diversos elementos de humor: um mordomo muito velho e muito doido, que nunca faz nada certo, um amigo bem assombrado, uma coruja das montanhas Baviera gigante e assustadora e um detetive muito esquisito. O livro é leve, bem humorado, cheio de ilustrações engraçadas e me tirou boas risadas, como todos os livros do Walliams.  Só senti mesmo foi a ausência do Raj (quem já leu algum livro do autor vai lembrar do jornaleiro mão de vaca que aparece em todos os livros do autor).

Apesar de infantil, o livro distrai todos os públicos (mesmo que em alguns momentos os leitores experientes consigam antecipar o que está acontecendo antes de o autor de fato revelar). Ainda dá pra usar em sala de aula e para facilitar a editora possui um kit de atividades sobre o livro que está disponível aqui.

As ilustrações do Tony Ross são sempre um show a parte. Eu, particularmente, gosto bastante do traço confuso e meio desleixado do ilustrador.

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Resenha: Eu, Robô – Isaac Asimov

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Sim, eu também assisti ao famigerado filme com o Will Smith e não gostei. Mas pera lá: a história aqui é bem mais interessante do que o filme deu a entender. Para começar que Asimov é uma lenda. O cara é conhecido como o “pai da robótica” e criou as Três Leis da Robótica:

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Genial! O livro é composto de nove contos interligados que contam fatos presenciados pela robopsicóloga da US Robôs e Homens Mecânicos, Susan Calvin. Os fatos são narrados em forma de entrevista, que a personagem concede ao jornalista que escreve as histórias para construir um perfil de Susan. São contos de tamanho médio, mas o livro é bem curto e dá pra ler rapidinho e com tranquilidade.

Uma excelente pedida para quem quer começar a ler ficção científica ou que gostaria de conhecer a obra do autor. O livro é leve e gostoso de ler, mas traz algumas críticas à nossa sociedade de consumo. Alguns momentos são realmente emocionantes ou angustiantes e também cabe riso. Um livro bem completo, do tipo pra favoritar sem pensar duas vezes. A edição da Aleph, como sempre, ficou bem legal, a capa é bonita, o espaçamento está confortável e a edição foi feita com cuidado.  Vale cada centavo e cada minuto investido nele!

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Resenha: Toda Luz Que Não Podemos Ver – Anthony Doerr

 

E aí pessoal, tudo bom com vocês?

A resenha de hoje é em vídeo, porque não consegui lidar com escrever sobre este livro incrível!

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Resenha: Sobre a escrita – Stephen King

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Desde que vi o vídeo da Tati Feltrin que ansiava ler este livro. Não entendo como demoraram tanto a traduzi-lo (o original foi publicado em 2000 e a edição brasileira só foi publicada este ano), já que tratamos de um livro de um gênio da ficção falando sobre como escrever ficção. Mas vocês podem me perguntar o que eu fui procurar neste livro, já que não sou escritora, nem aspirante a tal e eu respondo: fui tentar compreender o processo criativo de um escritor que admiro (e, de quebra, acabei aprendendo algumas coisinhas).

O que me levava a acreditar que eu tinha algo a dizer? A resposta fácil  é que alguém que vendeu tantos livros de ficção, como eu, deve ter algo de interessante a dizer sobre a escrita, mas a resposta fácil nem sempre é a verdadeira. O Coronel Sanders vendeu toneladas de frango frito, mas não creio que todo mundo queira saber como ele fez isso.

Como vocês sabem, não sou nenhuma especialista em literatura (essa, ainda, não é minha formação), mas com o conhecimento que adquiri ao longo desses anos de leitora voraz que tenho de bagagem, acho que estou apta a dizer o quanto este livro é valioso. Conhecer por dentro o sistema de escrita de alguém que escreveu mais de sessenta livros, sendo grande parte deles sucessos mundiais com excelentes adaptações cinematográficas, é um privilégio.

Tudo o que eu peço é que você faça o melhor que puder, e não esqueça que usar advérbios é humano, mas escrever “disse ele” ou “disse ela” é divino.

Cheio de dicas práticas, o livro é algo como um guia do que funciona para o autor, mas também é em parte uma mini autobiografia. Aqui, King conta um pouco da história de como se tornou autor e como começou a fazer sucesso (não vou contar os detalhes, mas garanto que não foi nada fácil).

J. K. Rowling é a campeã no que diz respeito ao pano de fundo. Faça um favor a si mesmo e leia a série Harry Potter, percebendo sempre como cada livro retoma sem esforço o que aconteceu antes.

Se você deseja um dia ser autor, mesmo que não se identifique com o gênero de King, este livro é pra você. Se você é fã do autor (como eu) e tem curiosidade sobre a vida dele, este livro é pra você. Se você tem curiosidade sobre o processo de escrita de autores famosos, este livro também é pra você. São muitos os motivos para ler este livro e nenhum para não fazê-lo. Então, você está esperando o que pra começar?

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Resenha: As Crônicas de Gelo e Fogo #1- A Guerra dos Tronos – George R. R. Martin

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Eventualmente surge um mega sucesso mundial no mundo literário. Um sucesso que se espalha rapidamente e que, ainda mais rapidamente cria fãs por onde passe. Foi assim com Harry Potter, foi assim com os livros de John Green (começando com A Culpa é das Estrelas) e foi assim com a saga de As Crônicas de Gelo e Fogo. Um sucesso gigantesco que só fez crescer ainda mais com a criação do seriado da HBO – Game of Thrones – baseado no universo dos livros.

A série narra a história da disputa pelo Trono de Ferro – que comanda os sete reinos de Westeros. A história começa no reino mais ao norte, Winterfell, onde seu lorde, Eddard Stark sai com os filhos homens mais velhos para cumprir a sentença de um fugitivo. Muito nobre e sempre honesto, Eddard sempre cumpre ele mesmo cada uma das sentenças de morte que, como lorde, acaba sendo obrigado a proferir. Ao retornar a seu castelo, lorde Eddard encontra a notícia da morte de um amigo e a informação de que o rei e seu séquito se encaminham para suas terras.

A partir daqui, qualquer detalhe que eu dê pode vir a ser um spoiler, então vou me ater a falar sobre a trama de um modo mais amplo. O primeiro livro da série nos introduz a este mundo que parece ser uma versão fantástica da nossa idade média. Westeros e Essos (os dois continentes mencionados no livro) não estão situados no mesmo universo que o nosso, mas – a título de curiosidade apenas – Westeros tem diversas semelhança com a Europa, enquanto Essos se parece em vários aspectos com a África.

Quando se joga o jogo dos tronos, ganha-se ou morre. Não existe meio-termo.

Traições, morte, a constante dificuldade de manter um reino em paz e unido e os eternos conflitos entre os personagens (que parecem nunca terminar), são os principais ingredientes dessa série que conquistou o mundo inteiro e que nos prende a cada capítulo, nos tomando noites e mais noites de sono.

Havia momentos – não muitos, mas alguns – em que Jon Snow ficava feliz por ser um bastardo. Enquanto enchia mais uma vez sua taça com o vinho de um jarro que ia passando, deu-se conta de que aquele poderia ser um desses momentos.
Voltou a se instalar em seu lugar ao banco, entre os escudeiros mais novos, e bebeu. O sabor doce e frutado do vinho estival encheu-lhe a boca e trouxe-lhe um sorriso aos lábios.
O ar no Grande Salão de Winterfell estava repleto de fumaça e pesado com os cheiros de carne assada e pão recém-assado. As grandes paredes de pedra do salão estavam adornadas com os estandartes. Branco, dourado, carmesin: o lobo gigante de Stark, o veado coroado de Baratheon, o leão de Lannister. Um cantor tocava harpa e recitava uma balada, mas nesta ponta do salão quase não se conseguia ouvir sua voz acima do rugir do fogo, do clangor de pratos e taças de peltre, e do burburinho grave de uma centena de conversas ébrias.

A história prossegue com Eddard e parte de sua família e de seus criados viajando com o rei e a corte para a capital, Porto Real. No intuito de ajudar o rei, seu amigo de uma guerra anterior e a quem Ned ajudou a sentar no trono, ele deixa para trás suas terras sob o comando de seu filho mais velho, Robb.

Uma das coisas mais confusas no começo da série é a profusão de nomes, sobrenomes e apelidos, mas mantenha-se forte: as primeiras cem páginas vão te enlouquecer de tanta informação, mas eu garanto que valerá a pena.

George R. R. Martin ficou famoso por matar seus personagens (mesmo aquele seu favorito que você tem CERTEZA que NUNCA vai morrer), então prepare-se para sofrer com as mortes que acontecerão ao longo de todo o livro (e acredito que de toda a série, pelo que dizem por aí). Mas, acima de tudo, prepare-se para se envolver com essa história incrível!

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Resenha: Isla e o Final Feliz – Stephanie Perkins

Oi gente, tudo bem?
Hoje o vídeo é um pouco diferente, hoje teremos uma resenha por aqui. Vem conferir o que achei de Isla e o final feliz, da Stephanie Perkins!

Veja também as resenhas dos outros livros da série:

Anna e o beijo francês

Lola e o garoto da casa ao lado

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Resenha: Amanhã você vai entender – Rebecca Stead

 

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Lá estava a Tayná assistindo um vídeo sobre leituras gostosinhas no Geek Freak,  quando o Victor indicou este livro. De cara me encantei pela capa (e tinha como isso não acontecer?) e fui procurar no Skoob para ler a sinopse e rolou uma química de cara. Fui correndo pra Amazon porque precisava do livro naquela mesma hora e comecei a ler. Bem, aqui estou eu, menos de 24 horas depois dessa história escrevendo essa resenha.

Einstein diz que o senso comum é apenas o hábito de se pensar algo. É o modo como estamos acostumados a pensar sobre tal coisa, e muitas vezes ele só atrapalha.

O livro conta a história de Miranda Sinclair, uma menina de 12 anos, que no ano de 1979 começa a receber misteriosos bilhetes que preveem momentos de seu futuro e anunciam a morte de alguém próximo. Após seu melhor amigo, Sal, apanhar de um desconhecido na rua, sem nenhum motivo aparente, os dois se afastam e Miranda vai em busca de novas amizades. Quem estaria enviando estes bilhetes e por que? Seria Miranda capaz de ajudar a salvar quem corre perigo?

Às vezes é impossível se sentir mais malvado do que no momento em que se deixa de sê-lo. É como se acender uma luz fizesse você perceber quanto o cômodo estava escuro antes. E o modo como agimos normalmente e as coisas que costumamos fazer são como fantasmas que todos conseguem ver, mas fingem que não.

Super curto (meu Kindle calculou 2 horas e pouco de leitura), os capítulos são breves, o que torna a leitura mais fluida. Fiquei espantada de nunca ter ouvido falar desse livro antes. A história é gostosa e realmente intrigante. Lá pelo meio do livro já imaginamos o que está acontecendo, mas até que tudo acontece, não temos como ter certeza. O livro me deixou plugada, grudada e só não li em uma sentada porque tenho um bebê de 8 meses que não me permite mais esse tipo de leitura contínua. Ainda sim, o li em um dia, o que demonstra o quanto a história me cativou e me manteve entretida.

Gostou? Onde encontrar: Amanhã você vai entender

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