Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

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Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos.
Conheci a Chimamanda por conta de seu famoso vídeo do TED (que consta no fim deste post) em que ela fala sobre o perigo da história única, sobre mostrar apenas um lado da história. O segundo contato com a autora também foi em vídeo, assistindo seu outro discurso no TED, chamado Sejamos todos feministas (que foi transcrito e transformado neste livro que aqui resenho e que também está no fim deste post). Assim que assisti ao discurso, pirei. Em meia hora de palestra ela conseguiu resumir o feminismo de um jeito simples, fácil de ser entendido até mesmo pelos homens, que não sofrem a opressão.

 

Chimamanda trata do assunto com a propriedade de uma mulher que sofreu opressão de diversos modos (imagina só: mulher, negra, nigeriana e imigrante nos Estados Unidos…) e de quem se descobriu feminista aos poucos, ao perceber que suas ideias concordavam com as do movimento.

Algumas pessoas me perguntam: “Por que usar a palavra ‘feminista’? Por que não dizer que você acredita nos direitos humanos, ou algo parecido?” Porque seria desonesto. O feminismo faz, obviamente, parte dos direitos humanos de uma forma geral – mas escolher uma expressão vaga como direitos humanos” é negar a especificidade e particularidade do problema de gênero. Seria uma maneira de fingir que as mulheres não foram excluídas ao longo dos séculos. Seria negar que a questão de gênero tem como alvo as mulheres. Que o problema não é o ser humano, mas especificamente um ser humano do sexo feminino. Por séculos, os seres humanos eram dividido em dois grupos, um dos quais excluía e oprimia o outro. É no mínimo justo que a solução para esse problema esteja no reconhecimento desse fato.
Alguns homens se sentem ameaçados pela ideia de feminismo. Acredito que essa ameaça tenha origem na insegurança que eles sentem. Como foram criados de um determinado modo, quando não estiverem “naturalmente” dominando, como homens, a situação, sentirão a autoestima diminuída.

Contando casos que ocorreram com ela, pessoalmente, ou com mulheres próximas a ela, a autora vai exemplificando e destrinchando a opressão e nos mostrando como a repetição do machismo em nossas vidas é tamanha que acaba por normatizar o que não deveria ser considerado normal. Não é normal que homens e mulheres em posições iguais, com formações iguais, tenham salários diferentes. Não é normal que a vítima do estupro seja culpabilizada porque “usava uma roupa provocante”. Não é normal que certas profissões sejam de homens (as que pagam mais, invariavelmente) e outras de mulheres (as consideradas menos importantes). Não é normal e enxergar e reconhecer isso é o primeiro passo para mudar.

Recomendo fortemente tanto o vídeo como o livro (o conteúdo é o mesmo) para todos, independente de gênero. Venham, assistam e leiam. Aprendam um pouco sobre feminismo e sobre como o feminismo não diz respeito a “ódio aos homens”, não diz respeito aos homens at all. Feminismo é sobre igualdade de gênero. É sobre direitos da mulher.

Ensinamos nossas garotas a se diminuir, se tornar menores. Dizemos para as garotas: ‘Você pode ter ambição, mas não muito. Você pode querer ser bem sucedida, mas não muito, pois do contrário, você vai amedrontar os homens.
Já estou louca pra ler todos os livros publicados da autora e conhecer melhor o trabalho dessa nigeriana maravilhosa!

Chimamanda Ngozi Adichie

Sejamos Todos Feministas

(Não se esqueça de ativar as legendas!)

O Perigo da Única História

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3TAYNA

7 comentários em “Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

  1. Só tenho uma palavra para dizer sobre o discurso dela: ARRASOU! Sério, fiquei até arrepiada, quero muito esse livro!
    Eu sou feminista declarada e é incrível como a gente sempre escuta “eu não sou feminista, mas sou a favor da igualdade de gênero” como se feminista fosse algo ruim, como se fosse um xingamento. São pessoas como a Chimamanda que ajudam a diminuir cada vez mais essa imagem negativa que o movimento tem. Não sabia da existência do livro, mas quero demais!

  2. Tayná! Eu li esse livro no ano passado e ele foi um grande divisor de águas para mim sobre o feminismo, eu não conhecia nada sobre o assunto. Esse livro é super importante e todos deveriam ler, pois a forma com que a autora retrata é super clara e direta. Amei esse livro e com certeza vou me aprofundar mais no assunto. Bjos (Camila)

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