Resenha: O Lado Bom da Vida – Matthew Quick

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Sinopse:

Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir pra lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”.  Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança. 

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Impressões e citações: 

O livro que inspirou o filme e que deu o Oscar de melhor atriz a linda Jennifer Lawrence pelo papel de Tiffany. A capa, do livro, traz à tona a mesma discussão da resenha do livro Um Porto Seguro, os rostos dos personagens… Não curto muito estas capas, no entanto, achei a ideia da capa super atrativa, trazendo frases do livro e mostrando a metade das faces dos protagonistas da trama, que tem histórias de vida diferentes, mas duas coisas em comum: loucuras e fé na vida.

Autor americano de romances, Matthew Quick, tem quatro livros publicados nos Estados Unidos, e no Brasil apenas dois. Além de O lado bom da vida, Quick tem lançado no país, o livro Perdão, Leonard Peacock.

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Não quero ficar em um lugar ruim, em que ninguém acredita no lado bom das coisas, no amor ou em finais felizes.

O lado bom da vida conta história de Pat, um ex-professor que ficou internado bastante tempo em uma clínica psiquiátrica. Ao retornar à casa de seus pais, Pat acredita ter se passado apenas alguns meses desde sua internação e estranha o fato de sua esposa o evitar mesmo após o seu regresso do “lugar ruim”. A única lembrança que ele tem dos fatos que o levaram ao distanciamento de Nikki é o desejo dela de ficar “um tempo separados”, a fim de que ele mudasse comportamentos que desagradavam a ela. Só que não!

E aí entra a Tiffany, uma personagem diferente de todos os livros que eu já li. Ela é engraçada, ao mesmo tempo rude, às vezes egoísta, dramática, espontânea, um pouco romântica e é esse conjunto de características que faz dela cativante! Tiffany é cunhada de um dos melhores amigos de Pat e está passando por um momento muito difícil de sua vida, ainda está superando o fato, quando conhece Pat. Os dois tomam remédios controlados e são sinceros demais com tudo e todos, se divertem quando se conhecem. Eles se ajudam e se envolvem no decorrer da história de uma forma tão simples e sincera, que faz você perceber como é possível construir laços eternos em meio a um turbilhão de acontecimentos desmotivantes.

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E então estou chorando de novo. Começo a soluçar e enterro meu rosto no travesseiro para que meus pais não ouçam.

Se você viu o filme, gostou ou não, não se engane: o livro é bem diferente. É claro que isso é normal, os livros sempre são melhores, mas nesse caso não digo que é melhor ou pior, apenas que é bem diferente. Definitivamente, o filme foi somente inspirado pelo livro. O filme distorce alguns personagens, principalmente o perfil do pai e do irmão de Pat.

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Você pode fazer tudo o que quiser, se você for otimista.

Senti que faltou maior profundidade e mais riqueza de detalhes na descrição das cenas, mas a forma como Pat narra à história chega a ser inocente, o que torna o livro singular. É um pouco dramático e sem romantismo em excesso, a dramatização me cansou um pouco.  Ao contrário do filme, o livro não conta o motivo de Pat ter sido internado logo no começo, o que vai te prender à trama se você não tiver visto o filme. No meu caso, me angustiou e com certeza me arrependi de ter visto o filme primeiro.

 Quick construiu alguns personagens marcados pela sinceridade e a linda maneira de ver sempre o lado bom da vida. São as frases de Pat sobre uma visão de vida motivada pelo otimismo que fazem valer a pena a leitura.

Nota: 

O Lado Bom da Vida – Matthew Quick 

O-Lado-Bom-da-VidaTítulo Nacional: O Lado Bom da Vida
Ano de Lançamento: 2012
Número de Páginas: 256 páginas
Editora: Intrínseca
Tradutor: Alexandre Raposo
Título Original: The silver linings playbook
Ano de Lançamento: 2008
Número de Páginas: 289 páginas
Editora: Farrar, Straus and Giroux

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asslais

10 comentários em “Resenha: O Lado Bom da Vida – Matthew Quick

  1. super amei a resenha e quero esse livro pra ontem!
    já estava interessada e pensando em comprá-lo, mas depois de ler isso aqui estou determinada a incluí-lo na minha coleção ♥
    parabéns prima. continue postando 🙂

    1. Oii Mariel!!

      Então, pra mim, não foi um livro extraordinário, tanto que eu disse que me cansou um pouco a dramatização do negócio… Não sei se foi pq eu vi o filme primeiro, não sei..

      Mas de fato, achei que valeu a pena ler em função de alguma “lições” de otimismo que traz pra vida 🙂

      Fico muito feliz que esteja gostando das resenhas !!

      Continue sempre por aqui 😉

  2. Eu comprei essa semana o livro e estou animada pra ler. Como costumo gostar de alguns livros que o povo detesta, vou ler mesmo assim. Mas gostei de ler sua resenha, é bom ler alguma opinião diferente da maioria (que adora o livro em tudo, sem reservas).

    Beijos!

    1. Flor!

      Então, não amei o livro de olhos fechados… Kkk

      Considerei ele um livro bom (3 estrelas) mais pelas lições sobre o modo de viver a vida que o Quick traz..

      Mas acho mesmo que vale a pena ler 😉

      Um beijo!

  3. Vi o filme, mas não li o livro !

    Para mim o filme deixou a desejar ! Faltou alguma coisa !

    O filme sempre tem algo de diferente do livro, mas pelo que você descreveu não me chamou atenção lê-lo ! Mas quem sabe um dia !

    Obrigada pela descrição ! Ótima !

    1. Eiii Luciana!

      Que bom te ver por aqui novamente 😉

      Então, o livro não é extraordinário, mas como eu disse traz umas visões legais sobre otimismo e acho que foi isso que me fez dar 4 estrelas pra ele, kkk..

      Quem sabe um dia você não lê, né?

      Pode te surpreender, ou não…

      Um beijo e continue voltando sempre!! 🙂

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