Resenha: A Mulher do Viajante no Tempo – Audrey Niffenegger

A-mulher-do-viajante-no-temSinopse:

Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.

Impressões e Citações:

Henry tem um distúrbio genético que o faz viajar no tempo. Assim, Clare o conhece quando tem 6 anos e ele 36, e passa toda sua infância e adolescência recebendo suas visitas, sempre o vendo com idades diferentes, até que ele a conhece, de fato, aos 28 anos, quando ela tem 20. Essa dinâmica me faz questionar todo o romance dos dois, quer dizer, ele a visita a vida inteira criando um vínculo permanente e quando ele a conhece, ela prova que eles já estão juntos, falando do distúrbio dele. Então, ele só se apaixona por ela porque, na verdade, ela já o descreve como assim sendo e ela só se apaixona por ele porque ele a visita a vida toda.

Não sei se fui clara, mas é que essa dinâmica é um pouco confusa mesmo. Esquecendo isso, é importante dizer que apesar de eu ter dificuldades para explicar o processo, a escritora o faz isso brilhantemente. Em momento nenhum as viagens ficam confusas para quem lê o livro, tudo é muito bem elaborado. O livro é uma espécie de diário de pensamentos dos personagens principais, onde Clare e Henry narram os acontecimentos.

Mas o senhor não acha que é melhor ser extremamente feliz por pouco tempo, mesmo que se perca essa felicidade, do que passar a vida inteira apenas bem?

Eu ganhei esse livro no meu aniversário de 22 anos de uma amiga que, por sua vez, tinha ganho um exemplar de um amigo e amou. Eu me empolguei logo de cara para ler por motivos variados: por ser um romance, por ter viagens no tempo, porque a capa é linda de viver, porque a personagem principal é ruiva… etc! A diagramação do livro é muito bem feita, o papel é amarelado e, como eu já disse, a capa é linda.

Odeio estar onde ela não está, quando não está. No entanto, vivo partindo, e ela não pode vir atrás.

Um ponto interessante é que a maioria dos acontecimentos já é contada de antemão. Assim, ao longo da história, o leitor pode acompanhar como cada um deles acontece e a surpresa não está no acontecimento em si, mas os detalhes de como as coisas chegaram a tal ponto. Notei, também, que mesmo quando está descrevendo uma cena, a autora, às vezes, mais a sugere do que descreve. Nem sempre ela conta ao leitor com todas as letras o que está acontecendo, embora isso fique claro com a leitura.

A verdade é que eu tinha expectativas elevadas e o livro me desapontou um pouco. Eu o classificaria como um três estrelas: bom, mas nada demais. Não vou deixar claro o que me fez gostar menos do livro (nada de spoilers), mas digo que o final me decepcionou bastante 😦

Onde comprar? Submarino | Saraiva | Livraria Cultura

Nota:

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tayna

6 comentários em “Resenha: A Mulher do Viajante no Tempo – Audrey Niffenegger

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