Resenha: Cidades de Papel – John Green

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Sinopse:

Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

Eu escolhi ler Cidades de Papel depois de me apaixonar pela escrita de John Green em A Culpa é das Estrelas. Confesso que fui ler meio receosa, com medo de decepcionar (afinal, não são poucos os autores de um só sucesso que vemos por aí). Mas o livro me foi uma grata surpresa.

Na história, somos levados pela narrativa em primeira pessoa de Quentin Jacobsen, ou simplesmente Q, um garoto adolescente em suas últimas semanas no High School. Como vocês leram na sinopse, Q é apaixonado por Margo, uma garota misteriosa, que foi sua grande amiga na infância e que, com ele, viveu um momento que marcou suas vidas. Após este evento, Margo se afasta e não fala com ele até o dia em que aparece em sua janela e o chama para uma aventura noturna. Eles aprontam madrugada a fora e, no dia seguinte, Margo desaparece. Quentin começa então uma busca desenfreada, sendo ajudado por seus melhores amigos Radar e Ben e por uma amiga de Margo.

A história, como um todo muito boa, personagens bem construídos, a trama tem momentos hilários (gente, morri de vergonha: comecei a rir no meio da rua por conta da coleção de “Papais Nóeis Pretos”) e partes mais tocantes. O fato é que eu me decepcionei um pouco com o final. O livro tem um ritmo maravilhoso, você embala e vai embora, mas aí chega em um final que, para mim, deu  a impressão de que não acabou, de que faltou alguma coisa. Devo dizer que, ao menos, o final não foi previsível (pelo menos não pra mim), o que já é bastante coisa. Recomendo o livro, ele é uma boa companhia pra umas seis ou dez horas (dependendo do seu ritmo de leitura, até menos), mas não entraria na minha lista de “You Must Read”.

Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo a cerveja que algum vagabundo comprou para elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com a obsessão por possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel.

Onde comprar? Submarino | Saraiva | Livraria Cultura

Nota: 

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tayna

 

2 comentários em “Resenha: Cidades de Papel – John Green

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