Resenha do livro Laranja Mecânica de Anthony Burgess

laranja-mecanica

Sinopse:

Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex – soberbamente engendrada pelo autor – empresta uma dimensão quase lírica ao texto.

Laranja Mecânica foi escrito por Burgess quando ele pensou ter um tumor no cérebro, em 1960, e os médicos lhe deram no máximo um ano de vida. Burgess decidiu escrever o máximo de livros que conseguisse para que, quando morresse, os direitos autorais dessem uma vida confortável para sua esposa. Mas o tumor acabou se revelando um erro médico e Burgess veio a falecer em 1993, deixando um legado de obras conceituadas. Foi neste ano de 1960, ainda achando que morreria em breve que o autor produziu o primeiro rascunho de Laranja Mecânica, que em 1961 seria terminado e aprimorado. Laranja Mecânica é um clássico da Literatura junto com Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley) e 1984 (George Orwell) e está entre os cem melhores romances em língua inglesa do século XX, de acordo com a Time.

Em 1971, Laranja Mecânica teve sua versão adaptada para o cinema, o longo foi dirigido por Stanley Kubrick, em uma versão brilhante que contou com a atuação inesquecível de Malcom McDowell, como o protagonista Alex. O filme ganhou alguns prêmios, tais quais Melhor Filme e Melhor Direção, da Associação dos Críticos de Cinema de Nova York, e recebeu quatro indicações ao Oscar, incluindo Melhor filme.

O livro se passa no futuro (sem uma data específica, o que o torna ainda mais atemporal). Alex e seus amigos, se drogam com uma mistura de leite e alucinógenos, roubam, estupram, espancam ou praticam outros atos violentos como forma de diversão. Porém, quando ele começa a tomar frente demais do grupo, seus companheiros o traem e ele acaba sendo entregue à polícia.

Para diminuir o tempo da sua estadia na prisão, DeLarge aceita participar de um novo tratamento psicológico, à base de filmes de violência. Uma lavagem cerebral. A partir dele, Alex DeLarge fica enojado sempre que vê, pratica ou pensa em atos de violência. Porém, acidentalmente, Alex acaba sendo condicionado a ter estas mesmas reações ao ouvir algumas de suas músicas favoritas, entre elas a Nona Sinfonia de Ludwig Van Beethoven, sua música favorita.

A virtude vem de nós mesmos. É uma escolha que só a nós pertence. Quando um homem perde a capacidade de escolher, deixa de ser homem.

Perturbador, forte, violento, polêmico e clássico são algumas palavras que podem definir Laranja Mecânica, que provoca discussões sobre a sociedade, sua forma de agir, o certo e o errado e várias outras questões, nos dando uma ampla gama de coisas sobre as quais refletir.

Para narrar os diálogos dos adolescentes drogados de Moloko (um leite misturado a drogas alucinógenas), Burgess criou o Nadsat: um vocabulário que nasceu da mistura da língua russa com as gírias de tribos de jovens da classe operária da Inglaterra. O objetivo principal e amplamente divulgado é o de causar o estranhamento, a repulsa do leitor, mas uma crítica está escondida aí: assim como o livro fala da lavagem cerebral de Alex, o autor quis provocar isto nos leitores pois ao final do livro, mesmo sem perceber, eles estarão com “um mínimo vocabulário russo sem nenhum esforço, para sua surpresa”.

Nota:  

 

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tayna

 

14 comentários em “Resenha do livro Laranja Mecânica de Anthony Burgess

  1. Como sempre, toda vez q leio uma resenha sua, mais um livro entra pra minha listinha…rs
    Já ouvi falar muito sobre esse livro e principalmente o filme, mas nunca me interessei… até agora! Resenha instigante!
    Tinha uma ideia totalmente contraria sobre o livro… Adorei!

    Bjos.

    http://larroh.wordpress.com

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